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Os Metais

Metais do grupo da platina

Também: PGM, Metais da platina, Grupo da platina

Os metais do grupo da platina (PGM) são seis metais de transição quimicamente aparentados – platina, paládio, ródio, irídio, ósmio e ruténio – que se distinguem pela excecional resistência à corrosão, pontos de fusão elevados e propriedades catalíticas.

Os metais do grupo da platina (em resumo: PGM, do inglês Platinum Group Metals) formam um dos grupos de metais mais valiosos e raros da Terra. Abrangem seis elementos, vizinhos na tabela periódica e com um comportamento químico quase idêntico: platina (Pt), paládio (Pd), ródio (Rh), irídio (Ir), ósmio (Os) e ruténio (Ru). Pela sua escassez, importância industrial e dinâmica de preços, os PGM são de interesse global tanto como bens de investimento como matérias-primas industriais indispensáveis – há cotações em tempo real para a platina e o paládio.

Os seis metais do grupo da platina num relance

Metal Símbolo Número atómico Densidade (g/cm³) Ponto de fusão (°C) Uso principal
Platina Pt 78 21,45 1.768 Catalisadores, joalharia, células de combustível
Paládio Pd 46 12,02 1.554 Catalisadores automóveis, eletrónica, tecnologia do hidrogénio
Ródio Rh 45 12,41 1.964 Catalisadores de três vias (redução de NOx)
Irídio Ir 77 22,56 2.446 Velas de ignição, cadinhos, elétrodos
Ósmio Os 76 22,59 3.033 Aditivo de dureza em ligas, ciência
Ruténio Ru 44 12,45 2.334 Revestimento de discos rígidos, eletrónica, catálise

O ósmio, com 22,59 g/cm³, é o elemento mais denso que ocorre naturalmente – cerca de três vezes mais pesado do que o ferro.

Ocorrência e obtenção

Os PGM ocorrem de forma extremamente rara na crosta terrestre; a sua concentração média situa-se na gama baixa dos ppb (partes por mil milhões). Cerca de 70–75 % da extração mundial de PGM provém da África do Sul, sobretudo do complexo ígneo de Bushveld, na província de Limpopo – uma das jazidas geologicamente mais extraordinárias da Terra. Outros países produtores importantes são a Rússia (em especial Norilsk, para o paládio), o Zimbábue e o Canadá.

A obtenção faz-se maioritariamente como produção de subproduto na extração de níquel e cobre. O teor de minério ronda tipicamente apenas alguns gramas por tonelada de rocha, o que torna a extração dispendiosa. A partir do minério bruto surgem primeiro barras Doré, posteriormente refinadas em refinarias.

Para além da produção primária, a reciclagem (sobretudo a partir de catalisadores automóveis e sucata eletrónica) desempenha um papel crescente; no paládio, o material secundário cobre já uma parte considerável da procura.

Importância industrial

A aplicação isolada mais importante para a platina, o paládio e o ródio é o catalisador de escape automóvel. Os catalisadores de três vias convertem monóxido de carbono, hidrocarbonetos não queimados e óxidos de azoto em compostos menos nocivos – sem PGM este processo não seria economicamente viável.

Outras aplicações-chave:

  • Tecnologia do hidrogénio: a platina é o catalisador central nas células de combustível de membrana de permuta protónica (PEM-FC), o que confere aos PGM especial atenção no contexto da transição energética.
  • Eletrónica: paládio em condensadores multicamada (MLCC), ruténio em revestimentos de discos rígidos.
  • Indústria química: platina e paládio como catalisadores na produção de ácido nítrico e sulfúrico.
  • Tecnologia médica: platina em pacemakers, elétrodos e materiais de implante.
  • Joalharia: platina (sobretudo no Japão e no segmento de luxo) e paládio como substituto do ouro branco.

Formação de preço e aspetos de investimento

Ao contrário do ouro ou da prata, os preços dos PGM são movidos primordialmente pela procura industrial. O ródio, por exemplo, pode registar oscilações extremas de preço – entre 2020 e 2021 cotou temporariamente acima de 20.000 USD por onça troy, caindo depois de forma drástica. A elevada volatilidade reflete a estrutura de oferta estreita e geograficamente concentrada, bem como a sensível dependência do mercado automóvel.

Para o investidor, estão disponíveis as seguintes formas: barras e moedas físicas (por ex. moedas de platina), ETC com lastro físico e certificados. O tratamento fiscal (mais-valias, IVA sobre a prata face à isenção do ouro de investimento) difere consoante o metal e a jurisdição – isto não constitui aconselhamento fiscal ou de investimento. As evoluções históricas de preço podem ser acompanhadas em preços históricos dos metais preciosos.

Distinção: PGM vs. outros metais preciosos

Embora o ouro e a prata sejam, no uso corrente, os metais preciosos mais conhecidos, não fazem parte do grupo da platina. Os PGM distinguem-se do ouro e da prata por pontos de fusão ainda mais elevados, maior dureza e atividade catalítica muito mais acentuada. Comum a todos os metais preciosos é a resistência à corrosão face ao ar e à água, bem como a resistência à maioria dos ácidos – os PGM dissolvem-se, contudo, em água-régia.

Em resumo

Os metais do grupo da platina são matérias-primas industriais indispensáveis, com uma oferta altamente concentrada e uma procura determinante das indústrias automóvel e tecnológica – a sua escassez e versatilidade tornam-nos um segmento importante, mas volátil em termos de preço, do mercado dos metais preciosos.

Voltar ao glossário Última atualização: 25. julho 2026

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