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Verificação de Autenticidade

Teste do som (ping test)

Também: Ping test, Teste do tinido, Ping da moeda, Bell test

O teste do som é uma verificação de autenticidade não destrutiva que aproveita o tinido característico de uma moeda ao ser levemente percutida, para distinguir moedas de metal precioso genuínas de falsificações.

O teste do som (em inglês: ping test) é um dos métodos mais antigos e simples de verificação de autenticidade de moedas de metal precioso. A prata, o ouro e a platina possuem, devido à sua estrutura metálica cristalina, uma propriedade acústica característica: ao serem levemente percutidos, vibram a uma frequência alta e prolongada – um som claro e nítido que ressoa durante vários segundos. As moedas falsas, feitas de ligas de baixa qualidade ou com núcleo de tungsténio, produzem, pelo contrário, um som surdo e curto, sem ressonância. Outros métodos de verificação, como a medição de densidade ou o teste do íman, devem ser usados como complemento.

Fundamento físico

O som de uma moeda é determinado pela sua frequência própria, que depende do material, da massa, da geometria e da composição da liga. Metais preciosos como a prata e o ouro têm uma elevada velocidade do som no sólido e um baixo amortecimento interno (coeficiente de amortecimento). O resultado é uma ressonância longa e clara. Materiais de falsificação como ligas de cobre-zinco, chumbo ou tungsténio amortecem mais o som, pelo que o tom soa mais grave, mais curto ou metálico.

Metal Velocidade do som (aprox.) Carácter do som
Prata (999) 3650 m/s Claro, com ressonância longa
Ouro (999) 3240 m/s Quente, ressonância de duração média
Cobre 3810 m/s Igualmente claro, mas ressonância mais curta
Tungsténio 5180 m/s Som alto e duro – sem ressonância harmónica
Chumbo 1210 m/s Muito surdo, sem ressonância

Nota: o som do tungsténio não é fácil de distinguir – como o tungsténio tem uma densidade muito próxima da do ouro (tungsténio: 19,25 g/cm³; ouro: 19,32 g/cm³), o teste do som tem valor limitado nas falsificações de tungsténio douradas. Nesses casos, são imprescindíveis o teste por ultrassons ou a análise por fluorescência de raios X.

Execução

O teste do som é possível sem qualquer auxílio, mas pode ser tornado muito mais preciso com uma aplicação para smartphone:

  1. Método a mão livre: equilibrar a moeda na ponta do dedo ou numa unha (amortecimento mínimo por contacto corporal). Percutir levemente com o bordo de outra moeda, um lápis ou a unha. Ouvir o som e prestar atenção à duração, à altura e à pureza.
  2. Método com aplicação (recomendado): aplicações como Bullion Test ou CoinScan captam o som pelo microfone e comparam o espectro de frequências com valores de referência de tipos de moeda conhecidos. Um desvio de mais do que alguns hertz no tom fundamental pode indicar falsificação.
  3. Método comparativo: colocar uma moeda de referência genuína do mesmo tipo e peso e comparar diretamente os dois sons.
Frequência fundamental f ≈ (velocidade do som v) / (2 × diâmetro da moeda d)
Exemplo onça de prata (d ≈ 40 mm): f ≈ 3650 m/s / 0,08 m ≈ 45 625 Hz (espectro de harmónicos)

A frequência fundamental realmente audível é bastante mais baixa devido à geometria complexa da moeda (nas moedas de investimento correntes, tipicamente 1000–6000 Hz), mas o princípio mantém-se.

Limites do método

O teste do som é um filtro rápido útil, não uma prova definitiva. Falha em:

  • Falsificações ouro-tungsténio (densidade igual, propriedades acústicas semelhantes em certas geometrias)
  • Moedas com amortecimento do núcleo por bolhas de ar ou cavidades (falsificações raras de elevada qualidade)
  • Moedas danificadas ou muito oxidadas, cujas propriedades acústicas estão alteradas
  • Moedas em cápsula ou blister, quando o teste é amortecido pelo material da embalagem

Para um resultado fiável, o teste do som deve ser sempre combinado com a verificação do peso da moeda, o controlo de dimensões e, se possível, com a verificação de autenticidade de moedas. Em peças de valor, recomendam-se procedimentos profissionais como a fluorescência de raios X ou os ultrassons numa refinaria de metais preciosos reconhecida.

Em resumo

O teste do som é uma primeira verificação rápida e gratuita para moedas de metal precioso e dá bons indícios de falsificações evidentes em moedas de ouro e prata – não substitui, porém, uma verificação instrumental, sobretudo no caso de falsificações à base de tungsténio ou de numismática de valor.

Voltar ao glossário Última atualização: 25. julho 2026

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